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fevereiro de 2018

O Hospital Sepaco apoia o Novembro Azul, campanha iniciada na Austrália, em 2003, que se tornou símbolo da luta contra algumas doenças masculinas, principalmente o câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que, em 2017, existam cerca de 61.200 novos casos de câncer de próstata diagnosticados no País. Dados da American Cancer Society revelou que, cerca de 1 em cada 7 homens será diagnosticado com câncer de próstata durante a vida.

O câncer de próstata é a segunda principal causa de óbitos por câncer e a mais comum entre os homens em todo o mundo, depois do câncer de pulmão. De acordo com o Dr. Eduardo Muracca Yoshinaga, urologista do Hospital Sepaco, “o objetivo dessa campanha é estimular e promover uma conscientização, não somente nos homens, mas de toda sociedade sobre essa doença, e promover a saúde do homem como um todo”.

Um levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem (CRSH), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que 70% dos homens somente vão ao médico quando acompanhados por esposa ou filha. Muitas vezes o retardo na procura da ajuda médica leva a um estágio avançado da doença. “O preconceito diminuiu bastante ao longo dos anos, mas ainda hoje há homens que deixam de ir ao urologista por timidez ou tabus relacionados ao exame da próstata, isso é algo que não podemos aceitar”.

Doenças como o câncer de próstata não costumam apresentar sintomas em fase inicial e somente são detectadas com exames específicos, que dependem da consulta com um urologista. Caso não haja um diagnóstico precoce, são possíveis complicações mais graves como dores ósseas ou obstruções urinárias. “O diagnóstico precoce permite um tratamento com menor custo, maior taxa de cura e menor índice de complicações. Por isso é essencial cuidar da saúde e fazer exames preventivos”, conclui o especialista.

janeiro de 2018

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, localizada abaixo da bexiga com peso aproximado de 20g (mais ou menos o tamanho de uma castanha). Sua função é a produção de parte do sêmen, (líquido espesso que contém os espermatozóides), liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele). Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1cm) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Sintomas
A doença pode não apresentar sintomas em sua fase inicial. Em alguns casos, os sinais são parecidos com os do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar ou necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase mais avançada, o paciente pode ter dores nos ossos, presença de sangue na urina ou ao ejacular e, nos casos mais graves, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Prevenção
A idade é um fator de risco para o câncer de próstata, já que a incidência e a mortalidade aumentam após os 50 anos. Quando há casos da doença em pai ou irmão antes dos 60 anos, o risco de desenvolvê-la também é de 3 a 10 vezes em comparação com a população em geral.

Está comprovado também que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com menos gordura, reduz o risco de câncer e de outras doenças não-transmissíveis. Recomenda-se também realizar pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Diagnóstico
Homens a partir dos 50 anos devem procurar um médico para exames de rotina. Quem tem histórico familiar da doença deve informar durante a consulta.

O toque retal é o teste mais utilizado, apesar de somente a porção posterior e lateral da próstata poder ser apalpada. É recomendável fazer a análise do nível de PSA, a partir de um exame de sangue, que pode identificar aumento de proteína produzida pela próstata, o que seria indício da doença. Para o diagnóstico preciso, é necessário analisar parte do tecido da glândula com biópsia.

Tratamento
O médico pode indicar cirurgia, radioterapia ou até tratamento hormonal. Para doença com metástase, o tratamento escolhido é a terapia hormonal. A escolha do tratamento mais adequado deve ser definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

Fontes: Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca) / Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo